Ontem, 18/03/2010, Porto Alegre foi palco de um PUTA SHOW da banda pseudo-escocesa Franz Ferdinand (três deles nasceram na Inglaterra, então não me incomodem; da mesma maneira que o AC/DC não é uma banda australiana porra nenhuma).

Com certeza o epetáculo ficou ainda maior por ter sido realizado dois dias depois do fiasco daquele resquício de Guns’n'Roses (ex-banda de Slash) que veio à capital gaúcha, cujo vocalista – um guri mimado chamado Axl Rose – fez 20 mil pessoas esperarem QUATRO HORAS enquanto tomava champagne no Rio.
Mas o Franz Ferdinand não é só profissionalismo; é uma das maiores bandas que a última virada de milênio nos trouxe. Com uma presença de palco realmente marcante, os roqueiros britânicos (temos um consenso?) fizeram, com energia incrível, um show de mais de duas horas. Alex Kapranos, é um verdadeiro frontman. Apenas com sua voz já o seria, mas ainda toca guitarra (e sola, para minha surpresa) com autoridade. Nick McCarthy, que apesar do sobrenome parece um cara legal, é muito bom tecladista e, como guitarrista base, tem uma mão direita como poucos. Paul Thomson, o baterista, é talvez quem melhor dê o tom enlouquecido e contagiante da banda. Mas a solidez do som do Ferdinand passa muito pela qualidade discreta do baixista Bob Hardy, que raspou a cabeça e deve também marcar presença na Copa do Mundo da África do Sul:

Na apresentação de ontem, os músicos fizeram o que muitos não entenderam até hoje como essencial para a construção de um legado: tocaram todos seus clássicos, como Take Me Out e Dark of The Matinée, além, claro, das músicas de seu novo álbum, Tonight, que tem um tom mais Disco.
A última música do show foi a psicodélica Lucid Dreams, com um tecladinho meio pentelho que acompanhou a saída de um membro por vez até sobrar apenas o batera Thomson. Mas o que emocionou mesmo foi na última antes do bis, Outsiders, quando uma outra bateria foi montada na frente do palco e, um por um, os quatro integrantes começaram a tocá-la, acompanhados pelo público que começou a bater palmas e logo em seguida cantar o refrão, inadvertidamente.
Grande show, de uma banda em um grande momento, como Porto Alegre merece ver mais vezes. E que comece, de preferência, com menos de meia hora de atraso (porque exigir pontualidade por aqui já é demais).
2010 março 19
lol meu pior que Guns ta acabada kra, eu kurto afu so q so tem o Axl de original e ainda ta gordo caindo aos pedaços